Loucura de amor? O amor, em si, já é uma tremenda loucura. Imagine só pensar por dois, imagine só viver por dois em um só, imagine ter um sentimento tão incondicional e amplo por uma pessoa que foge ao seu controle, que é parte de um mundo externo ao seu, mas que ao mesmo tempo é tão íntima e interna e consegue te fazer imensamente bem. Amar é como pular em queda livre em um penhasco alto e com fim. Escrever coisas tão sentimentais, tão amorosas e no ano seguinte não reconhecer a letra e a pessoa, muito menos o sentimento que havia. O amor é um enigma que só se decifra momentaneamente, só no momento da vivência, depois tudo perde o sentido novamente. O amor é um paradoxo.
Ao menos para mim.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Paraíso
Almejo um lugar seguro, que me segure entre os braços e me console deste mundo incomum. Lá eu veria tudo como se eu estivesse vendo pela primeira vez, guardaria aromas que não me esbofeteassem a face, passaria a noite nomeando as estrelas, lembraria de pessoas que não me decepcionaram. Lá eu adotaria um duende, e ele me ouviria quando todas as pessoas estão ocupadas demais com seus próprios devaneios. Lá eu amaria, com todas a completude do meu ser, eu amaria a essência das coisas, mas não todas as pessoas, pois foi amando-as que, um dia, precisei criar este lugar em alguma gruta da minha mente.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Desvio
Quisera eu te secar com os olhos
Enlarçar-te no meu quente aconchego
Te tornar prisioneiro efêmero
De um amor não breve
Quis congelar cada momento
O afago e o estrago
Cada ensaiar de sorriso
Mas te perdi de vista
Perdi a vista
Fui cegada pelo sol
Enlarçar-te no meu quente aconchego
Te tornar prisioneiro efêmero
De um amor não breve
Quis congelar cada momento
O afago e o estrago
Cada ensaiar de sorriso
Mas te perdi de vista
Perdi a vista
Fui cegada pelo sol
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Fome de presença
E te deixarei ir, com toda a leveza que também te deixei entrar em minha vida. Você cuidou de mim como se eu fosse uma flor, mas até as flores precisam de companhia. Não consegui alimentar-me de sua ausência, a flor cansou, a flor sentou e adormeceu. Não quis esperar o melhor, não quis esperar o pior, não quis esperar, e justamente esse não esperar, nos transformou em lacunas, sem perspectiva, sem um degrau a mais no muro pra ver o por do Sol no horizonte.
Não apagarei o seu rastro, para que, quem sabe um dia, você possa encontrar o caminho de volta... em outros tempos, outras circustâncias, pra darmos motivos aos que dizem que combinamos e relembrar o quanto a Lua estava bonita quando nos conhecemos.
Não apagarei o seu rastro, para que, quem sabe um dia, você possa encontrar o caminho de volta... em outros tempos, outras circustâncias, pra darmos motivos aos que dizem que combinamos e relembrar o quanto a Lua estava bonita quando nos conhecemos.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Versos, rosas e vinho
Que venha como as intempéries, avassaladoras. Que venha como a chuva que cai, marcante, silenciosa. Que venha como a Lua que se põe de joelho pra que o sol brilhe e ilumine o dia. Não quero que mude o mundo, quero transformações no meu sorriso quando estou contigo, quero o tato que você desperta, quero o calor dos beijos e a forma como sorri pra mim, e os teus olhinhos brilhando, apertadinhos, bobinhos, quero a singeleza de colocar o meu cabelo gentilmente atrás da orelha e teus braços que me acolhem, como um quebra cabeça. De nada adianta colecionar números, pessoas, vazios. De nada adianta colecionar, em gênero. Melhor a subjetividade, a singularidade de um único, de um mágico, capaz de transformar seu humor. Quero a sorte de um amor companheiro, não somente em presença, mas em sentimento, amizade e amor, os dois, na dose exata. Quero versos, rosas e vinhos.
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