terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Paraíso
Almejo um lugar seguro, que me segure entre os braços e me console deste mundo incomum. Lá eu veria tudo como se eu estivesse vendo pela primeira vez, guardaria aromas que não me esbofeteassem a face, passaria a noite nomeando as estrelas, lembraria de pessoas que não me decepcionaram. Lá eu adotaria um duende, e ele me ouviria quando todas as pessoas estão ocupadas demais com seus próprios devaneios. Lá eu amaria, com todas a completude do meu ser, eu amaria a essência das coisas, mas não todas as pessoas, pois foi amando-as que, um dia, precisei criar este lugar em alguma gruta da minha mente.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Desvio
Quisera eu te secar com os olhos
Enlarçar-te no meu quente aconchego
Te tornar prisioneiro efêmero
De um amor não breve
Quis congelar cada momento
O afago e o estrago
Cada ensaiar de sorriso
Mas te perdi de vista
Perdi a vista
Fui cegada pelo sol
Enlarçar-te no meu quente aconchego
Te tornar prisioneiro efêmero
De um amor não breve
Quis congelar cada momento
O afago e o estrago
Cada ensaiar de sorriso
Mas te perdi de vista
Perdi a vista
Fui cegada pelo sol
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Fome de presença
E te deixarei ir, com toda a leveza que também te deixei entrar em minha vida. Você cuidou de mim como se eu fosse uma flor, mas até as flores precisam de companhia. Não consegui alimentar-me de sua ausência, a flor cansou, a flor sentou e adormeceu. Não quis esperar o melhor, não quis esperar o pior, não quis esperar, e justamente esse não esperar, nos transformou em lacunas, sem perspectiva, sem um degrau a mais no muro pra ver o por do Sol no horizonte.
Não apagarei o seu rastro, para que, quem sabe um dia, você possa encontrar o caminho de volta... em outros tempos, outras circustâncias, pra darmos motivos aos que dizem que combinamos e relembrar o quanto a Lua estava bonita quando nos conhecemos.
Não apagarei o seu rastro, para que, quem sabe um dia, você possa encontrar o caminho de volta... em outros tempos, outras circustâncias, pra darmos motivos aos que dizem que combinamos e relembrar o quanto a Lua estava bonita quando nos conhecemos.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Versos, rosas e vinho
Que venha como as intempéries, avassaladoras. Que venha como a chuva que cai, marcante, silenciosa. Que venha como a Lua que se põe de joelho pra que o sol brilhe e ilumine o dia. Não quero que mude o mundo, quero transformações no meu sorriso quando estou contigo, quero o tato que você desperta, quero o calor dos beijos e a forma como sorri pra mim, e os teus olhinhos brilhando, apertadinhos, bobinhos, quero a singeleza de colocar o meu cabelo gentilmente atrás da orelha e teus braços que me acolhem, como um quebra cabeça. De nada adianta colecionar números, pessoas, vazios. De nada adianta colecionar, em gênero. Melhor a subjetividade, a singularidade de um único, de um mágico, capaz de transformar seu humor. Quero a sorte de um amor companheiro, não somente em presença, mas em sentimento, amizade e amor, os dois, na dose exata. Quero versos, rosas e vinhos.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Tormenta
Nem sempre os olhos meus exalam a marcha da alegria. Nem sempre os lábios meus ensaiam um sorriso verdadeiro eficazmente, às vezes é ironia, às vezes educação, às vezes só silêncio.
Talvez eu tenha me encontrado no vazio em que me encontro, talvez tenha me perdido ao dobrar a esquina a que me induz.
Quem sabe assim só, tão só, minha voz ecoe a mim mesma e me traga as respostas de que tanto preciso.
Talvez eu tenha me encontrado no vazio em que me encontro, talvez tenha me perdido ao dobrar a esquina a que me induz.
Quem sabe assim só, tão só, minha voz ecoe a mim mesma e me traga as respostas de que tanto preciso.
Assinar:
Postagens (Atom)


